Fundo Musical: "Anjo de Deus entre nós"

Especial Pais & Filhos

Em nossos comentários, procuramos desenvolver temas ligados à espiritualidade e para isso precisamos, muitas vezes, citar o comportamento das pessoas, como vivem em seu cotidiano, para encontrarmos opções ou alternativas cabíveis na doutrina apostólica, como forma de aprimorar a co-existência, especialmente entre Pais & Filhos.

É interessante como a vida pessoas se divide em fases distintas, mas que em seu conteúdo formam o caráter dos indivíduos e, a educação elementar é fundamental nesse aspecto.

O casal enquanto aguarda o nascimento de um ou mais filhos alimenta a esperança de que a família permanecerá unida, em harmonia... Esse ideal seria uma realidade se houvesse condições de subsistência pacífica o tempo todo. Porém, nem sempre é assim e por isso requer-se, dos pais e mães, apostólicos, uma posição firme, estabelecida na doutrina para que aprendam a lidar com os filhos conduzindo-os com brandura e justiça para que não sejam vítimas de angústia e sofrimento posteriores.

Quando os filhos são pequeninos, os pais são os espelhos de personalidade: para os meninos o Pai é tido como padrão em tudo. É o herói! E as meninas consideram as mães o modelo perfeito para copiar...

Conforme vão crescendo e percebendo tudo à sua volta, essa mentalidade vai se alterando e outros padrões substituem aquela imagem infantil de enxergar o mundo...

Para o pai e mãe essa mudança é um choque porque, sentem-se inferiorizados e pensam que perderam o controle da família e o respeito dos filhos...

Na verdade essa transição é até natural porque a personalidade é individual e composta de valores absorvidos em todas as fases da vida.

Você pai, ou você mãe, mudou: assim como mudou a opinião sobre seus pais, seu filho ou filha adolescente também vai crescer e amadurecer a personalidade. Esse comportamento é temporário e você, pai ou mãe, poderá influir nesse comportamento, de forma positiva, se confiar na Santa Vó Rosa e no Santo Irmão Aldo.

Uma das atitudes que você deve ter é observar o relacionamento de seus filhos com a família de amigos. Precisa acompanhar de perto para que você saiba que tipo de influência eles estão recebendo...

Estimule seu filho ou filha a falar sobre modelos de adultos... Essa demonstração de interesse pode parecer muito positiva para um adolescente. Também pode dar à você a oportunidade de avaliar o tipo de influência que o jovem ou a jovem está assimilando...

Caso você discorde da forma de pensar do filho ou filha, essa pode ser a hora de insinuar sutilmente a sua própria opinião para que eles compreendam o modo correto de proceder.

Seu filho adolescente abre-se com adultos que conversam com ele como um amigo sensato. Se você procurar falar de modo respeitoso, é provável que ele, ou ela, também reaja positivamente. Procure construir pontes, não barreiras!

Evite acusar o filho, quando falar com ele, mesmo sabendo que está agindo de forma equivocada. Experimente o diálogo, sem pressionar. Deixe clara sua intenção de ajudá-lo sem permitir que ele ou ela se aproveite da situação para explorar sua boa vontade.

Dê ao jovem – moço ou moça – o beneficio da dúvida. Demonstre que conhece o que se passa de errado com ele ou ela sem, entretanto, apoiar o erro e a desobediência. Há jovens que exploram demais a bondade dos pais esquecendo que daqui a algum tempo a vida muda de caminho e a cobrança virá, pelo desacato, o desrespeito e a afronta cometida contra os pais...

Quando útil e necessário os pais devem elogiar os filhos, promovendo estímulo e reconhecimento por algo de valor que tenham feito. Mas não um elogio gratuito que envaidece e põe à perder... Saber elogia e até agradecer à seu filho ou filha quando realmente merecem é edificante...

É verdade que em muitos casos os adolescentes mostram o pior lado de sua personalidade em casa, perante os pais e irmãos... Enquanto isso, na frente de outras pessoas são jovens exemplares e muito educados... O quê pode estar dando errado em relação à família, para que exista esse comportamento duplo?

Você, pai ou mãe, conversa com seu filho ou filha sobre assuntos que interessam a eles?

Quanto tempo você dedica ao seu filho ou filha? Você conversa com eles sobre possíveis dúvidas que eles têm sobre as questões espirituais e disciplinares que a Igreja Apostólica ensina?

O que mais falta hoje em dia nas famílias é diálogo construtivo... Discussão, brigas e ressentimentos têm muito e só complicam a situação... Temos até insistido neste programa sobre a validade da preservação da família e o Santo Irmão Aldo tem procurado auxiliar os pais apostólicos quanto a esse aspecto do viver e da conduta requerida aos que se dizem adeptos dessa fé verdadeira.

Conversar e dar atenção aos filhos adolescentes é criar empatia, que vai gerar amizade respeitosa, quando os pais serão aceitos pelos filhos como pessoas íntegras e lideres familiares. E isso ocorre se o pai e mãe forem pessoas de bem e souberem dar exemplo. E mesmo que um filho ou filha se revolte por algum tempo, desprezando o amor dos pais, com o tempo caem em si e aprendem a dar valor ao carinho que receberam e se arrependem...

Mesmo que esses filhos, por algum motivo, tenham que viver longe da casa dos pais, a aliança verdadeira decorrente da amizade verdadeira será inquebrável e onde quer que estejam irão manter-se como se estivessem juntos...

É assim que deve ser: tal e qual a Família espiritual formada pelos verdadeiros Filhos de Deus na Terra. Onde quer que o apostólico fiel esteja ele é sempre o mesmo e não se deixa dominar por sentimentos contrários à vontade do Pai Celestial e do Supremo Pastor que dirige sua vida. Perto ou longe do Primaz, o apostólico não altera seu comportamento, mas é obediente e sincero em sua fé.

Da mesma maneira ocorre na família de cada um: quando os laços se tornam sólidos, filhos e pais, mesmo que distantes uns dos outros, permanecem unidos e honram a família, preservando os bons costumes e o respeito.

Para encerrar o tema de hoje, lhes digo: Pais apostólicos – filhos e filhas: nada está perdido quando existe amor verdadeiro e vontade para promover a reconciliação. O verbo “querer” é imperativo quando o ser humano se empenha na busca de seus objetivos. “A Santa Vó Rosa e o Santo Irmão Aldo querem muito a felicidade das famílias em geral, mas é preciso que você, o senhor, ou senhora, também queira” alcançar um estágio perene de união e harmonia. Se cada um em casa, ceder um pouco e for humilde em relação à própria vontade, o resultado será benéfico para todos.

Se lamentar não leva a nada. Confiando na Santa Vó Rosa e no Santo Irmão Aldo, terão motivos para viverem bem e em paz, como seres humanos inteligentes e sensatos.

Façamos, pois, uma reflexão sobre este assunto e que a força de vontade possa mover os corações apostólicos na busca da integridade da família. É o que desejamos, com sinceridade...

Agradeço a atenção e lhe desejo uma boa semana.

Leia também: Armas e Violência

Fonte: Reflexão nº 79 - KGW MTb 6063/86

 
 

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