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O Galardão de Maria Santíssima

Nosso comentário essa semana, é sobre o galardão alcançado por Maria Santíssima.

Seria um descaso imperdoável, negar a utilidade do ministério dEla, no processo de preparo e salvação de almas. Por isso recordamos a função inquestionável exercida por esta Santa de grande valor: além de ter sido A escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador, coube a Ela a incumbência de educar Jesus em acordo com os princípios éticos da época. Há de se ressaltar que os costumes, a cultura e o relacionamento entre as pessoas naquele tempo requeriam uma adaptação gradual daquele menino, que veio predestinado a ser o Messias Prometido: nosso Salvador!

Seu espírito já habitava os Céus e tanto isso é verdade que sempre foi chamado de Unigênito e Primogênito, que é o primeiro filho. Porém, teve que passar por todo o ciclo gestacional: da concepção ao nascimento. E depois foi criança e adolescente, como qualquer ser humano. Percebe-se nos relatos dos apóstolos que Jesus desenvolveu um aprimoramento cultural admirável: a coordenação gramatical no falar revela um domínio do idioma que facilitava a comunicação com todos os níveis sociais da época...

? E quem o criou, educou, instruiu e preparou para conhecer este mundo? Foi a querida Mãe!

? E se Ela não tivesse capacidade, dignidade e senso materno para transmitir àquela criança ensinamentos básicos da vida terrena e conceitos culturais aos quais Ele se adaptasse para desenvolver Seu potencial interior?

? E se Ela tivesse falhado na incansável defesa da origem divina do pequeno Jesus ?

? Se Ela tivesse faltado com a verdade em relação ao esposo, legítimo e fiel: São José ?

? Se Maria Santíssima não tivesse mérito perante Deus, ? Como poderia ser envolvida pela graça divina e conduzir o menino Jesus conforme era preciso, até que, por si só atingisse maturidade física para externar os objetivos de Sua missão ?

Todos esses argumentos não teriam sucesso, caso Maria Santíssima fosse desprovida de senso maternal, espiritual e posicionamento correto em relação à pessoa de Jesus, que esteve sob seus cuidados desde que foi concebido, gerado e trazido ao mundo, em condições tão precárias, mas cercada de hábitos higiênicos indiscutíveis, que propiciaram a que o recém-nascido fosse saudável, bem proporcionado fisicamente e protegido das intempéries.

Tanto isto é verdade que está escrito:... que os Reis do Oriente ficaram satisfeitos com o que viram e glorificaram a Deus pelo nascimento do Salvador. Depois há de se destacar o acompanhamento do ministério de Jesus, porque Ele não abandonou o Lar, nem relegou sua Mãe e Pai adotivo, a uma condição de desprezo e inferioridade. Pelo contrário: sempre Os amou e considerou, reconhecendo a utilidade deles em relação à Sua pessoa celestial. Inclusive, é bom evidenciar que Jesus nunca maltratou Maria Santíssima, e nunca foi ríspido no falar com Ela. Jesus sempre a amou e respeitou e seria uma incoerência enorme, ser Ele o Salvador, o Filho do Deus Altíssimo, e não saber expressar consideração com aquela que o trouxe ao mundo...

A idéia de que Jesus alguma vez tenha sido grosseiro no falar com Sua Mãe, se deve a erros de tradução. Não se trata de um erro Bíblico, mas sim uma falha na interpretação dos tradutores de idiomas ao longo de séculos. E esse deslize provoca controvérsias a respeito da santidade da Virgem Maria.

Nunca houve qualquer divergência entre Jesus e Sua Mãe. E Ele A amou e ama tanto, que naquela hora de dor insuportável na cruz, lembrou de providenciar amparo para Ela, e pediu a São João que cuidasse dEla como se fosse a própria Mãe.

Por isso, na Igreja Apostólica, defendemos o ministério e o galardão de Maria Santíssima de forma justa e divulgamos o poder e autoridade que possui para abençoar os que crêem, porque, junto com a Santa e Querida Vó Rosa, Ela está realizando uma grande obra, que valoriza em muito o nome de Jesus e do Pai.

Convido o prezado leitor para crer assim também e respeitar esta Santa Gloriosa, pois Ela é sinônimo de bondade, amor e carinho para com os que A adoram.

Obrigado pela atenção, seja feliz, e até nosso próximo encontro!

Fonte: Reflexão Esp. 024 - KGW MTb 6063/86 - 20 de Novembro de 2006

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