Especial Volta às Aulas

Fase Escolar

Com a sua permissão, estamos adentrando as dependências do seu lar ou ambiente de trabalho. Muito obrigado pelo acesso às nossas páginas. Se você, o senhor ou senhora, estiver nos acessando por outros meios de comunicação, agradecemos igualmente a atenção.

Saiba que, a Santa Vó Rosa e o Primaz Aldo Bertoni querem abençoar o seu viver, por isso respeite sempre a presença deles, obedecendo à orientação que nos transmitem, pois se constitui de uma instrução sadia, que promove o bem e a paz.

Nesta oportunidade queremos prestar-lhe algum esclarecimento sobre a disciplina apostólica quanto à conduta das crianças no ambiente escolar.

É de conhecimento público que está em vigor desde 13 de Julho de 1990, a Lei Federal n. 8.069 , que rege o Estatuto da Criança e do Adolescente.

O Art. 56 assim determina:

"Os pais ou responsáveis têm a obrigação de matricular seus filhos na rede regular de ensino”.

No Art. 3 das Disposições Preliminares está determinado:

"A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, moral, espiritual e social em condições de liberdade e de dignidade”.

O Art. 5 assim dispõe:

"Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão...”.

Nos Arts. 15, 16,17, 18 e 58 verifica-se que:

"...a criança e o adolescente têm direito à liberdade, à crença e culto religioso, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores e idéias..."

Ainda determina que:

"...é dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor."

Dadas estas informações, demonstramos que a Lei protege a criança e oferece respaldo ao senhor pai, ou a senhora mãe, para requerer os direitos estabelecidos em favor de seus filhos e filhas, assegurando-lhes o livre acesso à educação, visando ao pleno desenvolvimento e preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho em igualdade de condições, sendo dignos de respeito por parte de seus educadores.

Inclusive é direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico. Isto quer dizer que o pai ou mãe pode conhecer aquilo que será ensinado aos seus filhos durante o período escolar.

Transpondo o teor do aplicativo legal à forma como o povo apostólico é orientado, verificamos a compatibilidade de propósitos e a concomitância existente na disciplina que a Santa Vó Rosa implantou em nosso meio, muitos anos antes da referida Lei ter sido promulgada.

Portanto, o senhor pai, ou a senhora mãe, não deve ter medo de realçar seus direitos quando de alguma forma seus filhos sentirem-se oprimidos no ambiente escolar por não participarem de determinadas atividades contrárias aos princípios da fé apostólica e sua disciplina. Também a cor da pele e a situação econômica jamais serão motivos para discriminação.

Lembre-se que a Organização Apostólica ensina a vontade de Deus, de Jesus, da Santa Vó Rosa e do Primaz Aldo Bertoni. Porém, não é válido o argumento de que a Igreja obriga a obediência à disciplina. Obedece quem quer ficar na Igreja e usufruir das bênçãos do Consolador e do Primaz. Por isso, ao defender seus filhos nunca digam que é a Igreja que proíbe isto ou aquilo. A Igreja o r i e n t a e, se o senhor pai, e a senhora mãe, entende que o ensino da Igreja é bom para seus filhos, faça prevalecer essa opção em conformidade com a Lei em questão.

O uniforme escolar, nalgumas escolas é obrigatório, entretanto, no caso das meninas apostólicas, ninguém pode exigir que usem calças compridas por que há o amparo legal que defende a crença e os valores culturais e dos costumes da criança. A saia da menina apostólica poderá ser conforme nossa disciplina, obedecendo, é claro, o padrão das cores e desenhos estabelecidos pela escola.

Até durante a aula de Educação Física, a menina apostólica pode fazer prevalecer o seu direito de não expor seu corpo e nem por isso poderá ser discriminada, ou passar por vexame, humilhação e abuso de qualquer natureza, nem por parte dos Professores e nem pelos colegas de turma. A Lei é rigorosa nesse aspecto e os Professores sabem disso e devem orientar os alunos para que não discriminem seus colegas em circunstância alguma, sob pena de serem punidos na forma da Lei.

Os meninos também podem se esquivar de determinadas situações que conflitem com a disciplina apostólica e, desde que sejam orientados pelos pais, terão como explicar seus motivos.

O senhor pai, e a senhora mãe, não deve ter a preocupação quanto ao desempenho de seus filhos na escola por causa da disciplina da Igreja. Lembre-se que a disciplina apostólica visa à moralização dos costumes e do ponto de vista legal, há o amparo da Lei que impede a discriminação.

No entanto se faz necessário prevenir a criança para que não se sinta isolada ou ignorada pelas demais. É lícito que brinquem e sejam alegres como qualquer criança. Incentivem a participação de seus filhos em atividades que desenvolvam a criatividade, conforme os Professores orientam. Acompanhem de perto o conteúdo do aprendizado da criança e dê atenção a tudo o que elas queiram lhes dizer a respeito da escola.

Conversem bastante com as crianças e mostrem que elas não são diferentes de ninguém. São crianças saudáveis, normais e inteligentes. Expliquem aos filhos que o mundo é muito grande e existem muitas e muitas pessoas que ainda não ouviram falar da Santa Vó Rosa e do Primaz Aldo Bertoni.

Por isso às vezes, essas pessoas, estranham o procedimento do apostólico porque ainda não entendem o que é disciplina, respeito e temor a Deus.

A criança apostólica não é melhor nem pior que as outras. É criança e tem o direito à vida e preservação de seus hábitos e costumes. Assim como as demais crianças são crianças e merecem o mesmo respeito e consideração.

O Dom da vida prevalece sobre todos os seres humanos e nas crianças tem um brilho irradiante que precisa ser resguardado, mesmo quando haja procedimentos culturais e familiares diferenciados.

A Santa Vó Rosa e o Primaz Aldo Bertoni amparam nossas crianças e protegem-nas dos perigos e males diversos, todavia o senhor pai e a senhora mãe, precisam fazer sua parte educando-as corretamente e proporcionando-lhes a oportunidade de aprendizado cultural, preparando-as para o futuro.

A educação escolar tem por objetivo instruir a criança e a educação familiar visa à formação do caráter e da manutenção dos princípios morais e éticos de um ser humano capaz e racional.

Há necessidade de que a criança apostólica receba todo tipo de informação que se fizer necessária para saber se expressar corretamente, inclusive tendo um comportamento exemplar no que tange o respeito aos Professores e Educadores.

Hoje em dia as escolas perderam muito em qualidade. Houve progresso e avanço na instrução, mas deixaram de ser instituições de formação da pessoa humana, exatamente por falta de respeito e dignidade. Essa conduta irregular começa no próprio lar, quando não há estrutura moral e espiritual adequada.

Os Professores até que se esforçam para manter a ordem, mas tem sido quase impossível porque a degeneração dos costumes minou a autoridade e deu lugar ao desrespeito.

Entretanto, a criança apostólica, precisa ser orientada para que não se deixe influenciar pelos maus costumes que venham a presenciar no ambiente escolar.

Respeitar as autoridades constituídas não é costume antigo. Respeito é sinônimo de boa formação moral e educação elementar. E essa formação vem de família.

A sociedade em geral - sociedade no sentido comunitário de convivência - está precisando muito de uma reformulação de hábitos e a Organização Apostólica, tem contribuído muito nesse particular. A qualidade de vida que esta Igreja tem proporcionado aos seus adeptos é algo expressivo, pois favorece o cumprimento da lei e da ordem.

Senhores pais e mães ou responsáveis: continuem cumprindo essa missão de inegável valor que é a formação moral e espiritual de suas crianças. Confiem de coração na Santa Vó Rosa, no Primaz Aldo Bertoni e em Maria Santíssima. Estes Santos Poderosos em nome de Jesus e de Deus, nosso Creador, querem continuar abençoando seu lar e ajudando para que vivam em paz e harmonia.

Sejam obedientes à disciplina apostólica e serão exemplos para os filhos. E eles , aprenderão a amar o Reino dos Céus e terão sempre a graça do Consolador e do Primaz a lhes amparar não só em casa e na Igreja, mas também na escola para que desenvolvam a capacidade de raciocínio e sejam úteis à sociedade como dignos cidadãos de bem e idôneos.

Leia também: Pais e Filhos

Fonte: Reflexão nº 92 - KGW MTb 6063/86 - 23 de Dezembro de 2000

 
 

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